O mercado de dispositivos vestíveis (wearables) de saúde explodiu nos últimos anos. Relógios inteligentes que monitoram frequência cardíaca, oxigênio no sangue e eletrocardiograma, monitores contínuos de glicose (CGM) que enviam dados para o smartphone, e medidores de pressão arterial conectados são apenas alguns exemplos de como a tecnologia está colocando o monitoramento da saúde nas mãos dos pacientes.
Para a farmácia, os wearables representam uma oportunidade de integrar dados de saúde ao cuidado farmacêutico. Pacientes com monitoramento contínuo de glicose podem compartilhar os dados com o farmacêutico, que identifica padrões glicêmicos e ajusta orientações sobre medicamentos e alimentação. Programas de acompanhamento farmacoterapêutico baseados em dados de wearables são mais precisos e geram melhores resultados.
A farmácia pode atuar como ponto de venda e suporte para esses dispositivos. Oferecer orientação sobre escolha, uso e interpretação de dados de wearables agrega valor à experiência do cliente. No entanto, é crucial estar atento à privacidade dos dados — o farmacêutico deve obter consentimento explícito para acessar dados de saúde do paciente e garantir armazenamento seguro em conformidade com a LGPD. Farmácias que dominam esse nicho se posicionam como hubs de saúde digital na comunidade.
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Fonte: Deloitte — Digital Health Trends 2025. www.deloitte.com | Anvisa — Dispositivos Médicos Conectados. www.gov.br/anvisa
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