A cadeia de suprimentos farmacêutica é uma das mais complexas do varejo. Ela envolve mais de 15 mil itens diferentes em média por filial, prazos de validade rigorosos, exigências de armazenamento em temperatura controlada (2°C a 8°C para vacinas e termolábeis, até 25°C para a maioria dos medicamentos), e rastreabilidade regulatória obrigatória por lote através do sistema Datavisa.
O principal desafio operacional é o equilíbrio entre disponibilidade e custo de estoque. A ruptura — item indisponível no momento da compra — causa perda imediata de receita e danos à fidelidade do cliente. Mas o excesso de estoque amarra capital de giro e gera perdas por vencimento. Sistemas modernos de gestão de estoques utilizam forecast baseado em machine learning, que considera histórico de vendas, sazonalidade, promoções programadas e até dados climáticos para prever a demanda com precisão de até 90%.
A rastreabilidade é outro pilar crítico. A ANVISA exige que cada medicamento controlado e de prescrição seja rastreado do fabricante ao paciente final. O Datavisa consolidou-se como a plataforma central, exigindo integração em tempo real dos sistemas ERP das farmácias. Redes que implementaram automação de recebimento com leitura de códigos de barras e conferência por peso reduziram em 70% os erros de inventário e ganharam 15 horas semanais de equipe.
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Fonte: Pharmaceutical Supply Chain Initiative — Best Practices Guide 2024. www.pfsc.org
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