Estima-se que 50% dos pacientes com doenças crônicas não aderem ao tratamento medicamentoso prescrito após seis meses. As consequências são graves: piores desfechos clínicos, aumento de hospitalizações, maior mortalidade e custos significativamente mais altos para o sistema de saúde. Para a farmácia, a baixa adesão representa perda de receita recorrente e, mais importante, uma oportunidade perdida de gerar valor clínico.
Programas estruturados de adesão a medicamentos combinam estratégias comportamentais e tecnológicas. As intervenções mais eficazes incluem: lembretes automatizados (SMS, WhatsApp, aplicativos), embalagens organizadoras (blisters calendarizados), redução da complexidade posológica (quando possível em parceria com o prescritor), acompanhamento farmacoterapêutico periódico, e educação continuada sobre a doença e o tratamento.
A tecnologia é uma aliada poderosa. Plataformas de gestão de pacientes permitem que o farmacêutico monitore remotamente a periodicidade das compras, identifique pacientes com risco de abandono (atraso na compra acima de 30 dias), e dispare intervenções personalizadas. Farmácias que implementaram programas de adesão com suporte digital reportam aumento de 25% a 40% na retenção de pacientes crônicos e crescimento de 18% no faturamento da categoria.
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Fonte: WHO — Adherence to Long-Term Therapies, 2024. www.who.int | Journal of Managed Care Pharmacy — Adherence Programs. www.jmcp.org
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