O diabetes tipo 2 afeta mais de 500 milhões de pessoas no mundo, e o Brasil ocupa o 5º lugar em número de adultos com a doença. A farmácia clínica tem um papel estratégico no cuidado desses pacientes, especialmente porque o farmacêutico é o profissional de saúde mais acessível — muitos diabéticos visitam a farmácia semanalmente para comprar medicamentos ou insumos.
As principais intervenções farmacêuticas no diabetes incluem: verificação e monitoramento da glicemia capilar (em farmácias habilitadas), orientação sobre o uso correto de insulina (técnica de aplicação, conservação, rodízio de locais), revisão de medicamentos para identificar interações que afetam o controle glicêmico (corticosteroides, diuréticos tiazídicos), e educação sobre alimentação e atividade física. Programas de acompanhamento farmacoterapêutico para diabéticos reduzem a HbA1c em média 0,8%.
Novas classes medicamentosas ampliaram as opções de tratamento. Os inibidores de SGLT2 (dapagliflozina, empagliflozina) e os agonistas GLP-1 (semaglutida, liraglutida) não apenas controlam a glicemia como também reduzem eventos cardiovasculares e renais — benefícios que o farmacêutico deve conhecer para orientar pacientes. O farmacêutico clínico especializado em diabetes se torna referência na comunidade e agrega valor significativo à operação da farmácia.
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Fonte: International Diabetes Federation (IDF) — Diabetes Atlas, 2024. www.idf.org | American Diabetes Association (ADA) — Standards of Care 2025. www.diabetes.org
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