As perdas operacionais são um dos maiores vilões da rentabilidade no varejo farmacêutico. Estima-se que farmácias percam entre 2% e 5% do faturamento anual com quebras, roubos, vencimentos, erros de dispensação e desvios. Em uma rede de 10 filiais com faturamento médio de R$ 500 mil por mês, isso representa entre R$ 1,2 milhão e R$ 3 milhões anuais em perdas — valor que poderia ser o lucro líquido do negócio.
Os controles internos essenciais para farmácias incluem: inventário cíclico (contagem rotativa de categorias de alto valor e alto giro, não apenas inventário anual), conferência cega no recebimento de mercadorias (conferir quantidade sem saber o que veio na nota), rastreabilidade de medicamentos controlados com verificação diária do Livro de Estoque, câmeras de segurança posicionadas em pontos estratégicos (backoffice, caixas, recebimento), e procedimento de descarte documentado para medicamentos vencidos.
A tecnologia é aliada poderosa na prevenção de perdas. Sistemas de gestão com alertas de vencimento (30, 15 e 5 dias antes), relatórios de divergência de inventário, controle de acesso ao estoque por biometria, e integração com Datavisa para rastreabilidade em tempo real reduzem drasticamente as oportunidades de desvio. Auditorias internas trimestrais e a criação de uma cultura de responsabilidade sobre os resultados são tão importantes quanto os sistemas.
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Fonte: ABRAFARMA — Prevenção de Perdas no Varejo Farmacêutico. www.abrafarma.com.br | FIA — Controles Internos. www.fia.com.br
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