A automação robótica chegou às farmácias com força total. Sistemas automatizados de dispensação, armazenamento e gestão de estoques já são realidade em milhares de farmácias nos EUA, Europa e Japão, e começam a ganhar tração no Brasil. Esses sistemas não substituem o farmacêutico — eles automatizam tarefas repetitivas e de baixo valor clínico, liberando o profissional para o que realmente importa: o cuidado com o paciente.
Os robôs de dispensação mais avançados ocupam espaços compactos e armazenam milhares de medicamentos em temperatura controlada. Quando a receita é processada no sistema, o robô localiza, separa e entrega o medicamento em segundos, com precisão de 99,97%. O farmacêutico realiza a verificação final e a orientação ao paciente. O sistema também gerencia datas de validade, giro de estoque e reposição automática.
No Brasil, redes como RD Saúde e Pague Menos já testam sistemas robóticos em unidades de alto volume. O investimento inicial é significativo (R$ 300 mil a R$ 1 milhão por unidade), mas o ROI é alcançado em 18 a 36 meses por meio da redução de erros, aumento da produtividade e liberação de capital de giro com estoque mais enxuto. Para o farmacêutico, a automação representa uma oportunidade de migrar de tarefas operacionais para atividades clínicas de maior valor.
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Fonte: International Journal of Pharmacy Practice — Pharmacy Automation, 2024. academic.oup.com/ijpp
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